sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Uma passagem de corridinha :-))))


Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o... que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

Obrigado por todos os miminhos e eu regressar mas devagarinho ....







segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lágrima ....



Por influência dum cantinho por onde passei .... não consegui deixar de postar ... MÚSICA TAMBÉM É POESIA !!! e esta deixa-me sempre com uma lágrima no canto dos olhos...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

De regresso ....



A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

sophia de melo breyner anderson


sexta-feira, 7 de agosto de 2009




Vou deixar-vos por uns dias .... regresso bem breve ..... a todos que passarem por aqui fica um beijinho e aproveitem o mais que possam a vossa vida ....

Deixo-vos um excerto dum poema do "nosso poeta "

Quando vejo
uma roseira esquecida
a fervilhar na margem de um caminho,
sou picado pela abelha da surpresa
e vejo nas flores
uma excepção aos jardins.

Nilson Barcelli

Fonte http://nimbypolis.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

Um até já ;)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Finalmente !!!!



HOJE COMEÇAM OFICIALMENTE AS MINHAS FÉRIAS !!!!!



Aqui onde se espera
- Sossego, só sossego -
Isso que outrora era,


Aqui onde, dormindo,
-Sossego, só sossego-
Se sente a noite vindo,


E nada importaria
-Sossego, só sossego-
Que fosse antes o dia,


Aqui, aqui estarei
-Sossego, só sossego -
Como no Exílio um rei,


Gozando da ventura
- Sossego, só sossego -
De não ter a amargura


De reinar, mas guardando
- Sossego, só sossego -
O nome venerando...


Que mais quer quem descansa
- Sossego, só sossego -
Da dor e da esperança,


Que ter a negação
- Sossego, só sossego -
De todo o coração ?


Fernando Pessoa

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Que Há para Lá do Sonhar?



Céu baixo, grosso, cinzento
e uma luz vaga pelo ar
chama-me ao gosto de estar
reduzido ao fermento
do que em mim a levedar
é este estranho tormento
de me estar tudo a contento,
em todo o meu pensamento
ser pensar a dormitar.


Mas que há para lá do sonhar?


Vergílio Ferreira

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Para Quê?!



Tudo é vaidade neste mundo vão ...
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!


Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão! ...


Beijos de amor! Pra quê?! ... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!


Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta! ...


Florbela Espanca





segunda-feira, 27 de julho de 2009

Perdi os Meus Fantásticos Castelos





Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los?
– Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...


Florbela Espanca





quinta-feira, 23 de julho de 2009

De um Amor Morto


De um amor morto fica
Um pesado tempo quotidiano
Onde os gestos se esbarram
Ao longo do ano

De um amor morto não fica
Nenhuma memória
O passado se rende
O presente o devora
E os navios do tempo
Agudos e lentos
O levam embora

Pois um amor morto não deixa
Em nós seu retrato
De infinita demora
É apenas um facto
Que a eternidade ignora



Sophia de Mello Breyner Andresen


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Acordo de Noite Subitamente


Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente
brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima
da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos
da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou
significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...

Fernando Pessoa






quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amar!






Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...



Florbela Espanca

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A noite ....








Há quem diga que todas as noites são de sonhos.Mas há também quem garanta que nem todas... só as de verão. Mas, no fundo, isso não tem muita importância.O que interessa mesmo não são as noites em si, mas os sonhos.Sonhos que o homem sonha sempre,em todos os lugares em todas as épocas do ano,dormindo ou acordado.


Shakespeare

terça-feira, 7 de julho de 2009

MILAGRE DA VIDA ....



Hoje o post é um bocadinho diferente ... é dedicado ao meu filhote que faz hoje 10 aninhos ....










Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra.



Um beijinho para todos da mãe mais babada do mundo ....


terça-feira, 30 de junho de 2009

Cansaço



O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.



A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.


Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...



E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssim
Cansaço

Álvaro de Campos
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Porque...




Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.


Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigo
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Anderson
Imagem retirada da net : desconheço o autor

domingo, 21 de junho de 2009

Urgentemente



É urgente o amor
É urgente um barco no mar


É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.



É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.


Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade
Fotografia retirada da net : desconheço o autor

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Canção Inocente






Menino: queres ser meu mestre?
- Contigo teria tanto que aprender!
A ser casto, sem querer;
a ser bom, sem o saber;
a ser alegre, sem ter motivos para o ser.



Menino: queres ser meu mestre?
- Deixa o teu arco aí.
Vem-me ensinar a sorrir e a confiar;
a ter esperança e a perdoar;
a esquecer e a chorar...


Menino, que brincas no jardim:
- Tu sim, podias ser um mestre para mim!



Carlos Queirós

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?




Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado
Depois com ferros vis se vê cingido

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte
Que seja o mal e o bem matiz da vida

Bocage





sábado, 13 de junho de 2009

Os putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.


Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.


Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.


As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo


Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.


José Carlos Ary dos Santos



Imagem Retirada da Net : desconheço o autor

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pedra Filosofal















Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.



eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.




Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.








António Gedeão

Imagem Retirada da net desconheço o autor



segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Perfume

O que sou eu? – O Perfume,
Dizem os homens. – Serei.
Mas o que sou nem eu sei…
Sou uma sombra de lume!



Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.

Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de Sonho e Verdade!



Passam os dias, e em vão!
Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade.




António Correia de Oliveira





Imagem retirada da internet ( desconheço o autor )






domingo, 7 de junho de 2009

Ao meu amigo

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.



Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.



Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.


Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma Flor !

Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor!
Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.

Umas numa direcção , outras noutras;
umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.

Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares,
mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor







Almada Negreiros


Imagem retirada da internet descoheço o autor.

sábado, 30 de maio de 2009

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.


Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

Imagem retirada da internet : desconheço o autor

sexta-feira, 29 de maio de 2009

As ondas....


As ondas quebravam uma a uma

Eu estava só com a areia e com a espuma

Do mar que cantava só para mim.


Sophia de Mello Breyner Andresen


Imagem retirada da internet desconheço o autor

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Excerto !






No maior, segredo, o fétero foi traslado de Santa Clara para Santa Maria de Alcobaça. Uma vez na abadia, não chegou a entrar na igreja. Foi depositado numa sala contígua, onde D. Pedro, apenas acompanhado pelos soldados, fez saltar os selos do caixão.
O fedor foi insuportável. O esqueleto de Inês perfilava-se dentro das vestes com que tinha sido sepultada. Do toucado soltavam-se alguns cabelos que ainda conservavam a sua lendária cor, mas já não tinham brilho nem vida. As mãos descarnadas cruzavam-se sobre o peito e continuavam a apertar a cruz que fora de D. Constança. D. Pedro, desafiando o receio, aproximou-se e soltou um grito.
O lamento ressoou pela cúpula, expandiu-se pelo mosteiro e passou para lá daqueles santos muros. Era um grito animal, de uma besta ferida. Um grito que visava todos os Portugueses de que o Rei acabava de sair do seu sonho de paixão e vingança para encarar de frente a certeza da morte de Inês.
O que os súbitos não souberam foi a que a seguir rompeu em pranto. Chorou pelo amor perdido, pela espiral de sangue em que estivera envolvido, pelos seus filhos sem mãe, pela sua vida sem esperança. Até chorou de remorso, acusando-se de ter provocado a morte de Inês por causa do seu amor. Chorou, enfim, tudo o que não chorara durante seis anos que tinha vivido sem Inês, ocupado como estivera em saciar a sede de vingança.
Quando era dia claro reunir a corte. A todos surpreendeu ver no centro da sala o féretro anoso, rodeado por quatro círios e quatro oficiais de guarda real. À cabeceira, uma cruz. Aos pés, sobre uma almofada de veludo carmesim, a coroa das rainhas de Portugal.
Um a um, desfilaram cortesãos e ministros, homens bons e servidores. Todos tentavam não olhar para o interior do catafalco, mas um gesto inquisidor do seu Rei obrigava-os a fazer o que não queriam. Depois, por imperativo real, deviam inclinar-se diante dele e exclamar:
- Salve D. Inês de Portugal.
Acabado o desfile fúnebre. D. Pedro pegou na coroa e , depois de a colocar com delicadeza sobre os amados restos, declarou com voz solene:
- Eu te coroo, Inês, Rainha de Portugal. Para que assim sejas reconhecida pela História.


Queralt, Maria Pilar del Hierro - Inês de Castro. Lisboa, Dezembro, 2003: Editorial Presença, pp. 134, 135.


Imagem retirada da internet : desconheço o autor


terça-feira, 26 de maio de 2009

Busque Amor novas artes, novo engenho







Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.

Luís de Camões













sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bem vindos !

È simplesmente só mais um entre muitos outros !





Para partilhar gostos , desgostos , alegrias e tristezas enfim simplesmente partilhar !!!!





Como diz uma professora minha "Troca de ideias é sempre bom porque "OXIGENA" o cérebro!... "





Sejam bem vindos !







Imagem retirada da internet desconheço o autor