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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Uma passagem de corridinha :-))))


Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o... que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

Obrigado por todos os miminhos e eu regressar mas devagarinho ....







quinta-feira, 23 de julho de 2009

De um Amor Morto


De um amor morto fica
Um pesado tempo quotidiano
Onde os gestos se esbarram
Ao longo do ano

De um amor morto não fica
Nenhuma memória
O passado se rende
O presente o devora
E os navios do tempo
Agudos e lentos
O levam embora

Pois um amor morto não deixa
Em nós seu retrato
De infinita demora
É apenas um facto
Que a eternidade ignora



Sophia de Mello Breyner Andresen


terça-feira, 7 de julho de 2009

MILAGRE DA VIDA ....



Hoje o post é um bocadinho diferente ... é dedicado ao meu filhote que faz hoje 10 aninhos ....










Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra.



Um beijinho para todos da mãe mais babada do mundo ....


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?




Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado
Depois com ferros vis se vê cingido

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte
Que seja o mal e o bem matiz da vida

Bocage





terça-feira, 26 de maio de 2009

Busque Amor novas artes, novo engenho







Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.

Luís de Camões